30/10/2008

Só para quem teve chuva

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Cadão, Fausto, Paulo e Flu   

PENÁPOLIS: A calmaria, a bonança. A população pôde nadar de braçada (pra aproveitar a dualidade) nas atividades do Circuito, que foram transferidas, por causa do aguaceiro, para a Sala Cora Coralina, anexa à Biblioteca Municipal.

A chuva trouxe os escritores Cadão Volpato, com suas lembranças de Amsterdã, em 2004; Fausto Fawcett e a guerra dos budistas do Norte contra o do Sul; Paulo Sott, com a elegia para sua musa cor de casca de pistache; Chacal, sua vaquinha, sua camiseta estilizada e as pitadas de poesia marginal e Flu com sua habilidade para improvisar em ruídos o que acabou de ser dito, para perto dos olhos da platéia.

Antes disso, os palhaços Chicabom e Tangerina, que salvaram sua tenda do dilúvio e espremeram o circo no pequeno espaço; as bailarinas Alessandra Salamonde, Carolina Carvalho, Aline Arakaki e Michele Ribeiro e o músico Antônio Fidelis, que adaptaram para o chão duro, o balé que narra uma das mais famosas sagas nordestinas experimentaram a sensação do tête-à-tête com os penapolenses.

Já passava das 23h, quando Tom Zé e banda surgiram no meio da platéia, que mal esperava pela surpresa. E o show aconteceu ali, acústico, banquinho e violão, como acontecia com a bossa que ele tanto lembrou naquela noite.

- Olha, meu medo é que esse formato saia bem melhor do que o original, murmurou Neuza, grande companheira de Tom Zé, atenta ao ensaio que acontecia no camarim, pouco antes deles se improvisarem no palco.

Privilégio de quem pôde contar com a chuva.

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Dois momentos de Tom Zé

2 Comentários para “Só para quem teve chuva”

  1. Até parece que o Universo conspirou para que tivéssemos um show tão intimista quanto o que tivemos… e mandou aquela tempestade… que… além de refrescar um pouco… fez com que tivéssemos tanta proximidade com todos os artistas que se apresentaram…

    Amei tudo… parabéns ao SESC pela iniciativa de trazer arte para Penápolis…

    Thiago Mazucato
    Produtor Cultural, Livreiro e Mestre de Reiki

  2. Que foi aquilo do Tom Zé dando um show de humildade e se apresentando na sala Cora Coralina… intimista… intenso e brilhante…

    Parabéns pra todos do SESC e todos os artistas e a organização, pelo presente.

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