31/10/2008

Memórias de então

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Dona Ana: memórias de Elvis 

IBITINGA: Em Ibitinga o cinema voltou a funcionar há um mês. Por muito tempo, o antigo cinema ficou parado. Atualmente, exibe filmes apenas para o público infantil, gratuitamente. Talvez seja por isso que a sessão “Curta na Praça” na cidade reuniu mais de 100 pessoas. Algumas vieram porque sabiam da sessão, e mataram a sede de filmes diferentes. Reviveram o velho – e sempre moderno – costume de compartilhar a experiência de ver um filme junto com outros. Manter contato. Religar interesses. Reavivar o sentimento de comunidade.

Outras pessoas apenas passavam na frente do salão paroquial e viam reflexos, luzes, ouviam conversas, diálogos e paravam pra olhar. Deparavam-se com uma sala de cinema montada próxima a rua, apenas a um passo da calçada, porta adentro.

Dona Ana Titato, 66, nascida e criada em Ibitinga, foi uma delas. Voltava da casa da irmã. Mas acabou parando. Nem avisou a família. Estava atraída pelo curta “Os filmes que não fiz”, de Gilberto Scarpa – mais particularmente, pelas cenas em que o ícone Elvis Presley é revivido por um imitador. “Lembrei da minha mocidade, quando a gente se reunia para ver o Elvis. Lembrei do tempo em que a gente tinha inocência”, disse ela, emocionada com o filme, encantada com a noite, revirando as memórias de então.

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