03/11/2008

Aconteceu

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Espetáculo Intersecções explorou todos os “cantos” da praça principal de Tupã

TUPÃ: Não só artistas que participam do Circuito são aplaudidos. Em apresentação de O Pregoeiro, Marcio Libar, que faz parte do Projeto Mundo ao Contrário e interpreta o palhaço Cuti-Cuti, cita as personalidades Charles Chaplin, Nelson Rodrigues, Grande Otelo, Oscarito, Procópio Ferreira e Benjamin de Oliveira. O ator também fala sobre o palhaço Nani Colombaioni e os profissionais de teatro Ziembiński e Amir Haddad. Libar comenta sobre estes nomes para que as pessoas transformem o palhaço em um super-herói. Além disso, esses profissionais da arte são referências para ele e à sociedade.

II

O grupo Cia. Damas em Trânsito e os Bucaneiros fez a última apresentação do Circuito em plena praça pública. Os bailarinos não se intimidaram em fazer movimentos no chão e em bancos de concreto. Eles chegaram a rastejar no chão, segurar um ao outro e se apoiar em palmeiras ou em qualquer lugar onde fosse possível: tudo em nome da dança.  A apresentação dos artistas dura cerca de 30min. e para eles saberem quando encerrar, o produtor Zeca Duarte avisa a cada membro da equipe quando faltam 15 e 5min. para o encerramento.

III

Sobre a oficina de artes visuais da publicação Risco, o ministrante Pedro Pessoa ficou feliz com o resultado da procura das pessoas pelas atividades. Durante o workshop era permitido desenhar, fazer colagens, escrever e inovar. O livro, que é uma publicação conta com colaboração de Antonio Bokel, Visca, Sosaku Miyazaki, Lolo, Alex Hornest, Mulheres Barbadas, Sesper, Wagner Pinto, Rita Wainer e Apo Fousek.

Os artistas que não são vistos

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Equipe de Chico César prepara show

TUPÃ: Durante todo o Circuito, o que o público não vê é o trabalho da equipe técnica. Esses profissionais chegam, geralmente, 2 ou 3h horas antes de tudo começar.
Toda a infra-estrutura dos shows musicais, teatrais e demais eventos da mostra cultural são preparadas minuciosamente para que os espectadores tenham um melhor som, cenário e iluminação.

As cadeiras e equipamentos são postos no lugar. Para as pessoas que chegam com tudo pronto parece que a montagem levou apenas 5 min. Se todos pudessem acompanhar os grupos que se juntam para deixar o lugar da atração perfeita, os técnicos também receberiam aplausos mais do que merecidos.

Que escola bonita!

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ITAPETININGA: Era o que todos exclamavam ao olhar para a fachada da escola Peixoto Gomide, localizada na Praça de mesmo nome que abrigou as atividades do Circuito Sesc de Artes.

Com uma arquitetura lindíssima e tombada pelo patrimônio histórico, a escola Peixoto Gomide foi a primeira escola normal do interior paulista. Fundada em 1984, atende hoje 1997 alunos de ensino fundamental e médio em três períodos.

Os alunos da escola gostaram muito de terem as atividades do circuito tão próximas “É bom porque a gente pode aprender coisas diferentes fora da sala de aula”, afirmou um deles.

Osquindô se despede

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TUPÃ: Chega o momento da última apresentação da Banda Osquindô. O lugar que teve o privilégio de receber o grande espetáculo musical foi o Clube dos Comerciários da cidade.
O último dia da exibição da peça infantil teve presença de crianças e adultos, sendo que estes eram a maioria. Com isso Osquindô prova que realmente é uma obra maravilhosa para pessoas de todas as idades.

Ao final do teatro, em clima de despedida a personagem Jojoba, ou melhor, a atriz Jô Alves disse que ficou grata com o público e agradeceu a todos que colaboraram para que ocorresse tudo bem no Circuito.

Após a finalização das apresentações, no dia 1º de novembro, o grupo de Minas Gerais volta à terrinha natal. A maioria dos integrantes mora na cidade de Mariana, interior do estado.

Dança nas alturas

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TAUBATÉ: Aqui na cidade de Monteiro Lobato, o bailarino Fábio Dornas desafiou o calor e o suor que lhe molhava as mãos e cumpriu a promessa de escalar os 30 metros da caixa d’água do Sesc. 

“Quando estava lá em cima senti cansaço e dores nos braços e nas pernas, a mão também transpirava, mas a sensação da altura é uma delícia”, conta o bailarino, que já pulou de uma altura de 80 metros com uma corda amarrada à perna nos Estados Unidos.

Em terra, Carlos Arão, seu companheiro de dança, evoluía numa bela coreografia sobre uma mureta. Foi o espetáculo mais arriscado da dupla, que deixou a platéia do Circuito de boca aberta. “Quem são esse doidos?” é a pergunta que mais se ouviu do público nestes dez dias de caravana.

Circuito paralelo

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TAUBATÉ: No hall do hotel em que os artistas estão hospedados aconteceu um evento paralelo ao Circuito: a exposição dos trabalhos do Risco realizados pelos artistas da caravana e a exibição do filme feito com fotografias tiradas por Helder Vasconcelos e sua produtora e companheira Laura. 

O filme, que também foi editado pelo casal, foi emocionante para aqueles que vivenciaram os dez dias de Circuito e contou com a audiência de artistas e técnicos de todos os grupos. A qualidade das imagens surpreendeu a todos e o casal mostrou que, além da música, da dança e do teatro, também domina a arte de fotografar. O artista pernambucano promete colocar o filme em sua página no site My Space.

Um clube, uns artistas e muita diversidade

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OSVALDO CRUZ: Próximo ao Clube das Bandeiras dois garotos apertam a campainha de uma casa e perguntam: “gostosuras ou travessuras?” Esta frase, tipicamente americana, mostra que o brasileiro acopla muitas culturas em si. Dentro do clube a junção cultural também foi percebida. A multiplicidade de talentos foi vista e admirada pelo público.

A noite de apresentação começa com o espetáculo do artista de rua Marcio Libar, que faz questão de frisar que não é Bob Marley, Djavan, Falcão do grupo O Rappa, muito menos integrante do Cidade Negra. Que o perdoem os tupiniquins, mas Libar prefere influência africana e executa um número de dança afro e faz, ao mesmo tempo, malabarismo com três facas sarracenas.

Toda a diversidade presente no Circuito foi muito aplaudida. A Cia. Damas em Trânsito e os Bucaneiros inovou durante 30min. Os bailarinos chegaram a fazer movimentos que parecem impossíveis, como ficar dentro de uma cadeira.

Simultaneamente à dança, foi realizada uma oficina de artes visuais da publicação Risco. Para completar houve exposição de painéis literários e exibição de curtas-metragens. As atividades foram finalizadas com show de Chico César e banda, que animaram o público.

Casal faz, literalmente, um circuito

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OSVALDO CRUZ: Um casal de Adamantina tem o sustento na cultura. Esses profissionais da arte se inspiraram no nome da mostra cultural do Sesc e aproveitaram para realmente fazer um circuito.

A Patty e o Iris são casados e permancem unidos até no trabalho. Os dois fazem artesanatos. Uma das peças que os apaixonados produzem é a escultura em cabaça. Eles deram, inclusive, um destes bonequinhos para Chico César durante apresentação do cantor.

Os animados adamantinenses acompanharam as atividades do Circuito em Lucélia e estavam novamente em Osvaldo Cruz para rever os espetáculos. Eles dizem que estão adorando a programação e só lamentam que não irão ao último dia, em Tupã, já que têm uma filha de 7 meses e a cidade que encerra o evento é longe de Adamantina. Quando Patty e Iris estiveram em dois municípios do roteiro, a criança ficou com a avó materna.

Saga de fãs de Chico César tem final feliz

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OSVALDO CRUZ: Duas garotas se tornaram fãs de Chico César ao ouvir Pensar em Você, interpretada por Daniela Mercury. Hyllana Medeiros e Mariana Nagata são amigas e fazem faculdade em Dracena. Musicalmente, não têm nada em comum: a primeira gosta de MPB, a segunda prefere hardcore. O único estilo que ambas gostaram logo ao conhecer foi o forró e frevo de Chico. Elas esperavam com ansiedade por um momento em que pudessem se encontrar com o ídolo.

Quando souberam que o cantor se apresentaria em Adamantina, as estudantes correram para a cidade. Pena que foram um dia depois. De qualquer forma, mesmo que tivessem ido na data correta, não houve show devido ao tempo  chuvoso. Segundo elas, o sentimento de depressão foi forte.

Já na manhã de 31 de outubro, Hyllana e Mariana entram no site de Chico para ver qual o lugar mais próximo com show: seria em Osvaldo Cruz e no próprio dia 31. Tentaram pegar carona com uma colega para levá-las até Adamantina, e de lá pegariam ônibus para Osvaldo Cruz. Resultado: a adamantinense “furou” com as garotas.

À noite as atividades do Circuito foram realizadas no Clube das Bandeiras. Hyllana e Mariana conseguiram chegar, vieram com um amigo e com o namorado de Mariana. Depois de tanto sacrifício, a “hora H” começa: Chico César entra. Quando o músico toca Pensar em Você, Hyllana dispara: “estou em êxtase e muito emocionada”.

A emoção seria ainda maior. Após o término do show, a produção do cantor autorizou as meninas a irem até o camarim. Elas tiram fotos, conversam e até dividem bebida com Chico César. “Fico muito feliz que no Brasil haja pessoas espalhadas que escutam músicas que a mídia não contempla”, afirma Chico.

Em certo momento da apresentação o músico chegou a ficar com os olhos marejados e observava as amigas gritando e cantando bem na frente do palco. “Eu fico muito emocionado”, declara. 

Ao se referir ao cantor e ao grupo que o acompanha, Hyllana diz que “eles são tão humildes que conversaram no tête-à-tête”.

E ainda há uma coincidência entre uma das fãs e o ídolo: Hyllana é natural de Caicó, Rio Grande do Norte, e em uma das conversas Chico declara: “minha base cultural é de Caicó”. Após este turbilhão de felicidade, dá para concluir que em pleno Halloween a bruxa não estava solta para as estudantes.

Artista xinga blogueiro

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PINDAMONHANGABA: O artista alemão que integra os Parlapatões tem desacatado este blogueiro e os fotógrafos que se aglomeram em frente ao palco em todas as cidades por onde a trupe passa. “Non gosta de foto, atrapalha artista internacional, non fotografia, non risada, silência absoluta”, pede o antipático artista.

“Precisa concentrason, meu númerra é internacional, foi pré-selecionado para Circo du Soleil”, reclama o artista. E não tem jeito, mesmo assim a criançada dá risada e o artista erra seu número, faz meleca, arrancando animadas vaias da platéia. Seria triste se fosse verdade, mas é só mais uma brincadeira do espetáculo Clássicos do Circo.

O personagem, interpretado neste Circuito pelo ator Henrique Stroeter, foi uma invenção de Hugo Possolo, que fazia o papel do artista chato no início dos anos 80, quando, antes de fundar os Parlapatões, ele trabalhava fazendo animação de festas infantis. Na companhia, o titular no papel é o ator Raul Barreto, mas Stroeter está se saindo muito bem provocando a criançada.

A Equipe do Blog promete continuar fotografando e provocando o artista chato, mesmo se ele for selecionado para o Cirque du Soleil.