03/11/2008

Os bastidores de um musical infantil

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Tico e Jô Alves preparam-se para a apresentação

OSVALDO CRUZ: Um espetáculo como o Osquindô requer muitos detalhes para que tudo saia ótimo para a criançada. O figurino, por exemplo, é feito por Maria Alice Gallo, esposa de Paulo Santana, contrabaixista da banda. Já o tapete verde do cenário é uma alusão a um playground, que tem brinquedos espalhados por toda parte: e tudo é muito colorido.

Hoje a apresentação foi na Escola Alice Bernardes Silva. Nos bastidores, antes do início da peça, a atriz e os músicos comeram e beberam no camarim, em meio a livros de Ciências e Matemática. Eles tiveram um papo bem descontraído. Andréa Amendoeira, cantora, fez exercícios de aquecimento de voz. Zacca, guitarrista, e Paulo Santana fizeram alongamentos nas mãos para que não falhassem nos instrumentos.

Esta foi a 62ª vez que o grupo se apresentou: número que é exatamente o dobro do dia, 31. Momentos antes da entrada no quadra esportiva da escola, Santana diz que estava com frio na barriga. Para ele, “sem isso não tem graça”. Antes de entrarem, mas já no local da apresentação, mais precisamente atrás de um pano preto fixado nas traves de dois gols, a banda se abraçou e deu pulinhos. Tico, o baterista, até ensaiou um polichinelo para extravasar.

E abrem-se as cortinas! Durante um ato e outro os integrantes do Osquindô trocam de chapéus e pegam acessórios, mas tudo é imperceptível, já que a protagonista Jojoba atrai os olhares dos espectadores. Em certa hora ouve-se um comentário da platéia: “essa menina é um show de bola”, referindo-se a atuação de Jô Alves.

A produtora do musical, Patrícia Simões, filma o tempo todo. A banda, quando pode, bebe água, mas novamente sem ninguém notar. Outro detalhe que quase ninguém repara é que a seqüência das músicas fica impresso e colocado no chão, quase camuflado. Mas o que não ficou escondido foi o carinho das crianças, que correram para abraçar Alves, que para eles, continuava sendo a Jojoba. A diretora da escola, Maurícia Simões dos Santos Palácio, fala que “é sempre bom levar cultura às crianças”. Palácio ainda comenta que sempre que puder vai apoiar estes eventos.

01/11/2008

Anderson, o grande motorista

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BROTAS: Anderson, o grande motorista do nosso ônibus, guerreiro, segurou todos os dias da jornada, sem reclamar os sertões por onde o Circuito percorreu. Um mineiro muito paciente, muito competente. Na foto, ajuda a conduzir os músicos do espetáculo Quatro sanfoneiros Cegos e Um Filme Mudo ao grande palco da praça Tarântula.

Saudade do Circuito

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BROTAS: No último dia do Circuito, a cidade se reuniu na Praça Central, uns ficaram sentados, outros em pé. Tudo ficou perfeito. Como de costume, os artistas da Cia São Jorge envolveram o público no espetáculo Santo Guerreiro. Alguns espectadores dançaram, outros apenas espiaram, muitos cantavam o refrão das músicas e as crianças entraram no mundo do Santo encantado com suas entidades abençoando a cidade deixando saudade, não somente em Brotas, mas em todas as cidades onde o circuito passou.

Gargalhadas com os fantasmas

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BROTAS: Na Tarântula, espaço na praça reservado para as apresentações do Circuito, o público não parava de rir com a performance da Cia Cuidado Que Mancha. Adultos e crianças divertiam-se com o espetáculo cheio de sons inusitados, como portas abrindo, barulho de chuva e outros ruídos engraçados, todos improvisados com vários materiais. Sabrina, 40 Fantasmas e Mais uns Amigos, uma história de terror para crianças, deixou o público brotense em gargalhadas.

Museu de Novidades

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BROTAS: DJ Hum, no Centro Cultural de Brotas, prepara seu set de música para depois agitar a Praça Central. Acima de sua cabeça, entalhado em madeira, um espelho, com anjos suspensos para adornar a moldura. O Centro Cultural da cidade foi o quartel general dos grupos do Circuito.

Serviu de pouso, bem aconchegante, onde também funciona um museu que conta o cotidiano de Brotas na época da imigração e de trabalho nas fazendas de café.

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Viva o Risco!

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A TV local de olho nos movimentos do Risco

BROTAS: Em uma tarde gostosa de sol, uma pausa para fazer arte. A tenda com a exposição Risco, com vários artistas desconhecidos, idéias várias, criando arte na praça Brotense e a televisão local registrando todos os movimentos. Com todos os esboços criados pelos novos expoentes da arte, a cidade se tornou um novo canteiro de artistas. Viva o Risco!

Tempero caipira

brotas_restaurante_web.jpgBROTAS: O último restaurante em que o pessoal do Circuito se alimentou fica em frente ao local das apresentações artísticas. As equipes das diferentes cias. elogiaram a comida servida no lugar, feita pela senhora Laice Camilo, uma comidinha parecida com a oferecida na casa da vovó - uma variedade no cardápio com gostinho de interior, difícil resistir ao tempero caipira.

Turismo e Esporte em Brotas

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BROTAS: Chegamos à cidade turística mais famosa do interior paulista, conhecida pelo turismo ecológico. São corredeiras, esportes em cima das árvores, esportes radicais em cachoeiras, em rios, em trilhas, tudo muito bonito, um verdadeiro colírio para os olhos. São grupos de pequenas pessoas, acompanhadas por guias em busca de aventura e diversão, buscando a vida saudável, que a natureza do interior proporciona. Esperamos toda essa movimentação de turistas que aparece na cidade, para o circuito de artes, localizado hoje na praça central.

31/10/2008

Espetáculo da natureza

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GUARATINGUETÁ: Não é sempre que isso ocorre, mas ontem em Guaratinguetá o sol ganhou um halo colorido que o abraçou em um circunferência exata. O fenômeno da auréola foi registrado pelo também fotógrafo Helder Vasconcelos, que em todo canto por onde anda leva sua máquina pendurada no pescoço. Geralmente o halo é formado pela presença de pequenos cristais de gelo na atmosfera. A luz irradiada pelo sol então é refratada nesses cristais, transformando-se em um halo onde se vêem as cores que formam o arco-íris.

São tantos os momentos belos registrados pelo pernambucano que o pessoal está pensando em fazer uma exposição de arte no hall do hotel em que os grupos estão hospedados. A essa exposição se somariam os trabalhos realizados pela publicação Risco, cujo “aluno” mais assíduo é o bailarino mineiro Carlos Arão. Haveria também trabalhos de integrantes do Grupo Pulso, que andaram freqüentando as oficinas, e fotografias deste blogueiro, cada vez mais empolgado com as imagens que tem capturado.

Dançando na chuva

LORENA: Quando o espetáculo Haikai começou chuviscava, mas ao fim da peça relâmpagos e trovões faziam o público gritar e aplaudir, reconhecendo o esforço dos atores mineiros, que levaram o espetáculo até o final.

Nos camarins, os músicos do Funk Como Le Gusta já vestiam seus tradicionais macacões e a dúvida sobre a realização do show pairava pela segunda noite seguida neste Circuito. Mas o público do FCLG aguardava, debaixo de trovoadas, sem arredar pé da frente do palco. Foi aí que o saxofonista Kito Siqueira teve a idéia de começar o show tocando Z4, só pra dar um gostinho de suingue à platéia heróica.

Mas o resto do grupo não concordou. Se era pra tocar uma música, melhor fazer o show inteiro. E então a produção do FCLG foi verificar com a equipe do Sesc se haveriam condições técnicas para o show. Dá pra fazer, sem luz, só com a luz de serviço. E então a rapaziada da banda subiu ao palco, para a alegria do público molhado que sacudiu a água ao som de Vertiplano. Foi só o começo de um show heróico, de todas as partes. No vídeo, assista ao Funk na chuva.