31/10/2008

Surpresa!

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IBITINGA: Mais uma festa de aniversário agitou o roteiro cinco do circuito SESC de artes. Dessa vez o aniversariante foi Júnio Nery, integrante da companhia de dança Primeiro Ato. Os artistas esperaram o relógio completar a zero hora de 31 de outubro – data em que o aniversariante completa 28 anos – e se trancaram na sala de convenções do hotel em Ibitinga.

Inventaram uma história de que a diretora do grupo teria ligado de Belo Horizonte para dar uma “bronca” nos dançarinos. Ao entrar na sala, foi recebido com bolo pelo Primeiro Ato e pelos artistas do Circuito, que mal se agüentavam escondidos atrás de um biombo.

Detalhe: Júnio já desconfiava da festa. “Vocês foram muito óbvios, né? Esperar passar da meia-noite foi lógico”, explicou. Mas a homenagem foi de coração, com direito a mensagem lida por Rita Ribeiro.

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A homenagem foi lida por Rita Ribeiro

Memórias de então

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Dona Ana: memórias de Elvis 

IBITINGA: Em Ibitinga o cinema voltou a funcionar há um mês. Por muito tempo, o antigo cinema ficou parado. Atualmente, exibe filmes apenas para o público infantil, gratuitamente. Talvez seja por isso que a sessão “Curta na Praça” na cidade reuniu mais de 100 pessoas. Algumas vieram porque sabiam da sessão, e mataram a sede de filmes diferentes. Reviveram o velho – e sempre moderno – costume de compartilhar a experiência de ver um filme junto com outros. Manter contato. Religar interesses. Reavivar o sentimento de comunidade.

Outras pessoas apenas passavam na frente do salão paroquial e viam reflexos, luzes, ouviam conversas, diálogos e paravam pra olhar. Deparavam-se com uma sala de cinema montada próxima a rua, apenas a um passo da calçada, porta adentro.

Dona Ana Titato, 66, nascida e criada em Ibitinga, foi uma delas. Voltava da casa da irmã. Mas acabou parando. Nem avisou a família. Estava atraída pelo curta “Os filmes que não fiz”, de Gilberto Scarpa – mais particularmente, pelas cenas em que o ícone Elvis Presley é revivido por um imitador. “Lembrei da minha mocidade, quando a gente se reunia para ver o Elvis. Lembrei do tempo em que a gente tinha inocência”, disse ela, emocionada com o filme, encantada com a noite, revirando as memórias de então.

Festa no salão

IBITINGA: A cidade amanheceu com tempo estranho. Uma brisa meio fria, um mormaço, céu nublado. Previsão de chuva na região. A equipe de produção do roteiro cinco já tinha um plano “B” para garantir o espetáculo das artes: levar o show para um local coberto. O endereço: salão paroquial da Igreja Matriz, acostumado a receber eventos culturais.

A Secretaria de Cultura do município deslocou uma grande equipe de profissionais para auxiliar o Sesc. Chamou alunos de escolas municipais e estaduais para participar. E às 15h em ponto, já tinham chegado quase 800 estudantes. Recorde de público até agora. Muita gente no salão, muito calor, mas muita animação.

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A dona de casa Maria Dormélia Gonçalves trouxe o netinho Murilo, 2, para assistir os artistas. Saiu só quando o palhaço Bilú, da Cia. Armatrux (MG), deu um abraço nos dois. “Adorei, tudo foi muito lindo, vou pra casa agora, mas volto pra ver os filmes e o show”, disse ela.

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A caravana segue

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Malas prontas: já foram 1168 quilômetros percorridos. E continua!

IBITINGA: Cinco dias em hotel em Catanduva. Dois dias em Araraquara. E os artistas do roteiro cinco do circuito SESC de artes fazem as malas mais uma vez. O destino: Ibitinga, a 70 quilômetros de Araraquara.

Com 55 mil habitantes, a cidade é conhecida como a capital nacional do bordado, produzindo peças de excelente qualidade que atraem comerciantes de todo o país. Entre uma costura e outra, o que fazer para passar o tempo? “Nos fins de semana, o pessoal vai ao andódromo”, logo vem a resposta, pergunte para quem quer que seja, referindo-se ao local onde todos passeiam a pé para encontrar amigos, paquerar, conversar. Parece que o circuito de artes do Sesc vai mudar a rotina do povo.

Artistas curtem o Risco

GUARULHOS: Muitos dos artistas participantes do Circuito já passaram pela mesa do Risco. Entre um grupo escolar e outro, o educador Eduardo Colsoni tem a oportunidade de conversar com os integrantes dos grupos enquanto os orienta sobre o trabalho, que bate a meta de 100 revistas distribuídas já na primeira hora do evento. “Tem hora que é uma loucura, que vem todo mundo ao mesmo tempo”, comenta Eduardo.

Beatriz é a produtora do grupo Galpão e também deu uma passada pela mesa do Risco, desenhou e conversou, foi uma boa pedida para desestressar depois de todos esses dias seguidos fora de casa e com muito trabalho.
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Beatriz, do Grupo Galpão, na oficina Risco

A vez do ponto de cultura

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GUARULHOS: A turma do Ponto de Cultura do bairro do Cecap, em Guarulhos, marcou presença na primeira fila da apresentação do grupo Galpão, no Teatro Adamastor. Alunos de teatro da professora Lígua Marina montaram uma “intervenção” no saguão do teatro, com cartazes e pequenas cenas. O tema escolhido pelos próprios alunos foi a ditadura militar no Brasil, a pergunta da turma para o espectador foi: “Será que a ditadura acabou?”.

As performances aconteceram depois do espetáculo “Um Molière Imaginário”, a platéia saiu de uma montagem descontraída para se deparar com cenas de tortura feitas por adolescentes. Muitos perguntavam se as ações eram do grupo Galpão. A cena mais chocante aconteceu na porta do Teatro, onde uma das alunas permaneceu deitada com o rosto coberto e marcas de violência no corpo. Muita gente se assustou pensando que era real.

Fé afasta chuva

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ITAPIRA: Larissa, do Grupo Fora do Sério de Teatro, se ajoelhou na escadaria da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha, em Itapira, como se estivesse pagando uma promessa e fez uma reza para afastar a chuva.

O resultado da reza foi um espetáculo com céu limpo, público adorável e várias crianças que se divertiram com os personagens Arlequino e o Gorila.

Arte da dança

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ITAPIRA: Tamires, da Secretaria de Cultura, que nos recepcionou na cidade de Itapira, é professora de dança. Trouxe seus alunos para prestigiar o Circuito e aguardaram ansiosos pela apresentação do Grupo Nova Dança.

Querem também perguntar para o grupo que está no Circuito Sesc de Artes sobre a experiência de trabalhar profissionalmente com a dança e saber como é viver esse sonho, que é para alguns a certeza de um futuro. Viver o futuro em arte, a arte da dança!

30/10/2008

Só para quem teve chuva

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Cadão, Fausto, Paulo e Flu   

PENÁPOLIS: A calmaria, a bonança. A população pôde nadar de braçada (pra aproveitar a dualidade) nas atividades do Circuito, que foram transferidas, por causa do aguaceiro, para a Sala Cora Coralina, anexa à Biblioteca Municipal.

A chuva trouxe os escritores Cadão Volpato, com suas lembranças de Amsterdã, em 2004; Fausto Fawcett e a guerra dos budistas do Norte contra o do Sul; Paulo Sott, com a elegia para sua musa cor de casca de pistache; Chacal, sua vaquinha, sua camiseta estilizada e as pitadas de poesia marginal e Flu com sua habilidade para improvisar em ruídos o que acabou de ser dito, para perto dos olhos da platéia.

Antes disso, os palhaços Chicabom e Tangerina, que salvaram sua tenda do dilúvio e espremeram o circo no pequeno espaço; as bailarinas Alessandra Salamonde, Carolina Carvalho, Aline Arakaki e Michele Ribeiro e o músico Antônio Fidelis, que adaptaram para o chão duro, o balé que narra uma das mais famosas sagas nordestinas experimentaram a sensação do tête-à-tête com os penapolenses.

Já passava das 23h, quando Tom Zé e banda surgiram no meio da platéia, que mal esperava pela surpresa. E o show aconteceu ali, acústico, banquinho e violão, como acontecia com a bossa que ele tanto lembrou naquela noite.

- Olha, meu medo é que esse formato saia bem melhor do que o original, murmurou Neuza, grande companheira de Tom Zé, atenta ao ensaio que acontecia no camarim, pouco antes deles se improvisarem no palco.

Privilégio de quem pôde contar com a chuva.

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Dois momentos de Tom Zé

Circuito SESC de Água

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Seu boiadeiro por aqui choveu, choveu que amarrotou, foi tanta água que meu boi nadou…

Penápolis: Com a chuva torrencial que caiu sobre Penápolis na quarta-feira (29), a programação do Circuito SESC de Artes foi levemente adaptada. Confira:

* Oficina Chuvisco (intervenções em gotas)
* Tampinha Afogada põe os Óculos
* Literatura e Fluído (que corre ou se expande como líquido)
* Tudo que se Molha (inspirado no romance Vidas Molhadas)
* Na Água (exposições de dez tábuas submersas)
* Tom Zé e Barco (no repertório: Cantando na Chuva, Chove Chuva, Ritmo de Chuva)
* Festival de Enxurta Metragens (A Tempestade, Cantando na Chuva, O Destino de Poseidon)

Colaboraram: César Figueiredo e Fábio Oliveira, do espetáculo Tampinha Tira os Óculos.